a música e a flauta


Comecei a tocar em 2017, no clube do choro 
Encontrei com uma desconhecida chamada flauta transversal. Ela toda charmosa, se chamava de instrumento clássico. E eu, toda desingoçada esperava aprender a sair um som bonito daquele brilho.
Comecei . 
O desafio veio. 
Quantas notas, quantos dedilhados, quantas embocaduras, potência, bocal, diafragma, musculatura da face, respiração, fôlego, solfejo, escala musical, arpejos, e por aí vai.
Mergulho no  mundo profundo , na  música , nos sons, nos ouvidos, na cabeça, na alma. 
Mergulhei também  no Daime. Na Rosa ,  com a consagração do Daime, ayaska . Aprendi na Rosa a tocar em grupo, aprendi a escutar , a aprender 
Conseguir pegar tons de ouvido. 
 quanta coisa.. quanta beleza.
E um  Caminho . 
Caminho que vai desde o belo, alegre, sutil, mas também o feio, o tortuoso, o  difícil, o tenebroso.
Tocar é um êxtase. 
Tirar som de instrumento faz sentido para um ser humano que nasceu com os sentidos alinhados, aguçados.
Tocar, toca a alma. 
A música é vivenciar a emoção, a razão com movimento. 
A música é o cerne de tudo. É a camada elástica onde caímos e brincamos, no universo 
Tocar é presente divino.


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